quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Carta Aberta - Curso de Serviço Social da Unicastelo


CARTA ABERTA DOS PROFESSORES DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL DA UNICASTELO À COMUNIDADE ACADÊMICA, MOVIMENTOS SOCIAIS, ENTIDADES DA CATEGORIA PROFISSIONAL E A REITORIA


A Universidade Camilo Castelo Branco é uma universidade privada localizada na zona leste da cidade de São Paulo há décadas, e o curso de Serviço Social desde 2007. Na ultima quinzena do mês de dezembro ocorreram demissões de docentes de forma arbitrária. Tal processo foi precedido por uma greve (2010) dos docentes por reivindicação de salários e outros direitos que não estão sendo respeitados. Nesse ínterim o curso de Serviço Social é duplamente atingido, pois, além de precarizar o trabalho de seus professores, a demissão de sua coordenadora representa um ataque direto ao projeto político e pedagógico que vem sendo construído coletivamente pelos professores deste curso. Os professores do curso de Serviço Social reunidos nesta data, diante deste cenário, são favoráveis à recontratação imediata de todos os professores demitidos por razões políticas.

Salientamos, como expressão desse processo, que a reitoria imediatamente, por meio de portaria nomeou uma nova coordenação sem dialogar com os professores do curso, ferindo assim o artigo 4º – Titulo III, dos direitos e das responsabilidades gerais do assistente social – do código de Ética dos Assistentes Sociais que estabelece:

“ART 4º - É vedado ao assistente social - g) substituir profissional que tenha sido exonerado por defender os princípios da ética profissional, enquanto perdurar o motivo da exoneração, demissão ou transferência.”

Nesse sentido, reivindicamos uma reunião em caráter de urgência com a reitoria e sua representação para juntos garantirmos a continuidade do trabalho desenvolvido e a indicação de um (a) professor (a) para a coordenação deste curso que faça parte desse coletivo (professores do curso de Serviço Social da UNICASTELO campus Itaquera). Vale lembrar que, a instituição tem uma prática, que compõe a política pedagógica a alternância de seus coordenadores entre os professores da casa, a exemplo dos cursos de geografia, filosofia, história, química, odontologia e o próprio grupo da reitoria.

Cabe novamente destacar que a profissão de Serviço Social caracteriza-se por uma intervenção crítica e combativa, comprometida com a tradição democrática e com o debate plural, postura partilhada pelos docentes do curso de Serviço Social.

Assim, reiteramos pontos fundamentais que necessitam ser encaminhados: carga horária dos docentes, implantação do novo PPC, continuidade de projetos de pesquisa e extensão já iniciados, matrícula orientada, coordenações: estágio, TCC e atividades curriculares complementares, ou seja, dar continuidade as atividades político-pedagógicas do curso construídas até então, democraticamente e que fazemos questão que assim continue, desta forma, os professores preocupados com o planejamento e o início do semestre, solicitam:

·        Reunião com a reitoria para os encaminhamentos do curso de Serviço Social;
·        Transparência e democracia nas decisões com o curso de Serviço Social;
·        Garantia do princípio da autonomia universitária nas decisões políticas pedagógicas.

Assinam a carta os professores de Serviço Social e os Representantes Sindicais.

São Paulo, 29 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal em luta!


Car@s alun@s e professor@s,

desejávamos comparecer aqui, nessa data, para o tradicional feliz natal e próspero ano novo! Assim como desejar boas férias e aguardar pelo retorno no próximo ano.

Os fatos conhecidos, porém, nos obrigam a relembrar outros fatos, tão tristes quanto os que vivemos hoje na Unicastelo. E mais triste ainda é perceber, com Gonzaguinha, que a luta por seu direito continua um defeito e que, igualmente, objetiva matar, ao privar do trabalhador sua única condição de existência: o próprio trabalho.

Mas é nesse mundo em que a evasão parece impossível que devemos cantar: E VAMOS À LUTA!




Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória
Gonzaguinha




Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória 

Memória de um tempo onde lutar
Por seu direito
É um defeito que mata
São tantas lutas inglórias
São histórias que a história
Qualquer dia contará
De obscuros personagens
As passagens, as coragens
São sementes espalhadas nesse chão
De Juvenais e de Raimundos
Tantos Júlios de Santana
Uma crença num enorme coração
Dos humilhados e ofendidos
Explorados e oprimidos
Que tentaram encontrar a solução
São cruzes sem nomes, sem corpos, sem datas
Memória de um tempo onde lutar por seu direito
É um defeito que mata
E tantos são os homens por debaixo das manchetes
São braços esquecidos que fizeram os heróis
São forças, são suores que levantam as vedetes
Do teatro de revistas, que é o país de todos nós
São vozes que negaram liberdade concedida
Pois ela é bem mais sangue
Ela é bem mais vida
São vidas que alimentam nosso fogo da esperança
O grito da batalha
Quem espera, nunca alcança
Ê ê, quando o Sol nascer
É que eu quero ver quem se lembrará
Ê ê, quando amanhecer
É que eu quero ver quem recordará
Ê ê, não quero esquecer
Essa legião que se entregou por um novo dia
Ê eu quero é cantar essa mão tão calejada
Que nos deu tanta alegria
E vamos à luta.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Reitoria e Mantenedora rompem acordo com Professores - Unicastelo


Reitoria e Mantenedora rompem acordo com professores (e seus representantes) e demitem por motivações políticas

Até o momento, mantivemos a relação com a reitoria de maneira aberta e respeitosa. Porém, enquanto discutíamos uma proposta ofensiva de pagamento dos 13ºs em 17 parcelas e, inclusive, evitávamos expandir aos alunos notícias sobre a situação para não atrapalhar a retomada do crescimento da instituição, os gestores da instituição preparavam covardes ataques ao conjunto dos professores, e demitiram diversos professores por seu posicionamento político e/ou sobre o plano de carreira.
Numa carta à comunidade acadêmica, a reitoria afirmou o seguinte acerca das denúncias dos representantes sindicais: “Quanto à sugestão de que teriam havido razões políticas  a motivar as demissões, afirmamos que tal suposição não procede, visto que, na Unicastelo, linhas de pensamento divergentes têm convivido, tem sido estimulado o livre debate”. Ora, esta afirmação sim é improcedente, pois, no curso de pedagogia, os professores Antonio Zilmar e Ronaldo Gaspar, os quais gozam de amplo prestígio entre seus pares e discentes, foram demitidos sem indicação da coordenação. Portanto, obviamente, o foram pela participação no processo de organização sindical e discussão dos problemas enfrentados pelo professorado. Assim como a professora-coordenadora do curso de Serviço Social, recentemente avaliado como o melhor curso da cidade de São Paulo. Qual motivo? “Motivos (obscuros) da reitoria”? Ou a linha de “pensamento divergente” aceitável é somente aquela que, ao fim e ao cabo, converge para os interesses da própria instituição? Cadê a pluralidade que, de fato, deveria caracterizar uma instituição acadêmica? Se, como dizem, “as demissões havidas no final deste semestre ocorreram de maneira absolutamente coerente com a normalidade da vida acadêmica” e, por conseguinte, professores competentes com seus afazeres didático-pedagógicos foram demitidos, o que aqueles professores que também são competentes em suas respectivas áreas podem esperar desta universidade? Onde reside a coerência? E se não há coerência, como gozar de credibilidade?
Outros exemplos são o da profa. Sandra Tomaz, há 16 anos na instituição, uma das únicas professoras do curso de Odontologia a não assinar o plano de carreira, demitida sem nenhuma motivação acadêmico-pedagógica. Assim como a profa. Elke e o prof. Maurício, ambos da Educação Física, que no ano passado desafiaram seu coordenador para garantir seus direitos mínimos e, agora, sem nenhuma justificativa plausível, igualmente foram demitidos. Do mesmo modo, também o foi o prof. Dárcio,  ha 21 anos na instituição, da Farmácia, que, na última semana, reavaliou sua postura de assinar o plano de carreira. Novamente, como depois de proceder deste modo, a reitoria pode escrever que, “Igualmente infundada é a suposição de que desligamentos teriam sido promovidos em decorrência da não adesão de alguns professores ao Plano de Carreira Docente da Unicastelo.  A migração para o Plano de Carreira Docente dá-se de maneira absolutamente voluntária”. Ora, quem está sendo improcedente em suas afirmações?
Pois bem, o ataque a esses professores é um ataque a todos os professores e à sua organização – portanto, também um ataque ao sindicato da categoria –, configurando mais um desrespeito da administração dessa instituição.
Ademais, além de nos privar de nossos direitos trabalhistas mais elementares, acumulando dívidas e mais dívidas junto ao corpo docente e aos funcionários, essa administração ainda tenta nos privar do direito constitucional de organização sindical e, tão grave quanto, da própria verdade, pois, ao mesmo tempo em que alega não fazê-lo, faz perseguições políticas descaradas. Trata-se, portanto, de um jogo duplo, no qual eles dizem uma coisa e promovem outra. Urge nos organizarmos e demonstrarmos nossa insatisfação. Tão grave quanto a opressão é a compactuação com ela. E, disto, jamais seremos cúmplices.
À luta!

Reativando o blog - a luta continua



Car@s alun@s e professor@s,
Pretendíamos, há algum tempo, reativar esse espaço de discussão e debate, agora voltado a temas mais amplos e gerais sobre o ensino superior privado, necessidade, aliás, evidenciada pelos últimos acontecimentos envolvendo a Uniban e Anhanguera. Porém, mais uma vez, devemos utilizar essa ferramenta com o objetivo de nos defender dos ataques da reitoria e da mantenedora da Unicastelo. 
Nesse momento, além de expropriarem nossos mais básicos direitos trabalhistas - atraso no pagamento dos salários, férias e 13os, não depósito do FGTS, não recolhimento de INSS e IR -, a Unicastelo deseja também nos expropriar de nosso salário, de nosso direito de organização sindical e da própria verdade. 
Lamentamos muito informar que nessa semana diversos professores foram demitidos ou por não assinarem o Plano de Carreira Docente e, portanto, não aceitarem a redução salarial de mais de 50%, ou por posicionarem-se contrários à reitoria em assembléias e atividades de organização sindical. 
Se é prerrogativa do capital atacar e vilipendiar nossos direitos e e tentar suprimir nossa dignidade humana e profissional. É, ao mesmo tempo, direito e obrigação dos trabalhadores unirem-se, organizarem-se e dizerem um vigoroso e sonoro NÃO!


Mobilização de Professores e Alunos em maio de 2010 - Unicastelo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Assembleia dos Professores - 31/08/2010


Caros professores e alunos,

         Vários fatores atrasaram a retomada do blog neste início de semestre, principalmente o próprio andamento das negociações com a reitoria.

Ao longo do mês de agosto, os representantes sindicais tiveram diversas reuniões com a reitoria e transmitiram informações acerca dessas reuniões na primeira Assembléia dos Professores no segundo semestre, realizada semana passada.

Abaixo, seguem os temas tratados e as resoluções tomadas na assembléia:

Informes:
-       Até o presente momento, o diálogo com a reitoria, fundamentalmente na figura do Reitor Imparato, tem sido de cordialidade e respeito. O próprio Reitor e o Pró-reitor Administrativo, sr. Darci, têm reconhecido a legitimidade das nossas assembléias e do nosso movimento, haja visto o papel desempenhado pelos Representantes Sindicais dos Professores no andamento das negociações. Isso significa que a reitoria estava ciente acerca da realização da nossa assembléia, bem como de que nela seriam transmitidas oficialmente suas explicações às questões dos professores e propostas às pendências trabalhistas. Ademais, um mínimo de inteligência é necessário para entender que as assembléias não ocorreriam se não houvessem as referidas pendências a serem quitadas.

-       Holerite – segundo o pró-reitor administrativo, sr. Darci, o recebimento do 1/3 de férias foi impresso no holerite, mesmo sem o depósito em conta, para que o sistema pudesse fechar a folha de pagamento e iniciar a do próximo mês. Diz, ainda, que este documento não é caracterizado como recibo e que o recolhimento do Imposto de Renda não acarretará problemas, uma vez que a instituição é a devedora junto ao fisco e não os professores;

-       Abono e diferença salarial – de acordo com convenção coletiva, ambos deveriam ter sido pagos no dia 20/08. O sr. Darci afirmou que o pagamento dos itens será dividido e um deles (provavelmente o do menor valor) será lançado no pagamento de setembro. O restante será pago na folha do mês de outubro;


-       Plano de carreira – será implementado no primeiro semestre do próximo ano (2011). Segundo o reitor, Prof. Imparato, o plano já está pronto e a mantenedora ainda realiza algumas simulações. Os professores serão chamados a discutir apenas sobre a implementação do plano.
É importante salientar que, a todo momento, a discussão acerca do plano de carreira esteve vinculada à afirmação, por parte da reitoria, de que o valor da hora-aula da Unicastelo está por volta de 30% acima do valor de mercado. O sr. Darci, pró-reitor administrativo, afirmou que, nesses cinco anos em que os atuais controladores estiveram na Unicastelo, todos os demais setores foram reestruturados (“cortou-se a pele, a carne e o osso” do administrativo) e que agora é a vez do setor acadêmico.
É explícito, portanto, que o plano de carreira tem sido pensado tão somente no âmbito salarial, com claro objetivo de rebaixamento. No entanto, sabemos que as notas que a Unicastelo tem obtido nas avaliações (institucional e de cursos) são resultantes da qualidade de seu corpo docente. Sendo assim, ao invés de pensar em rebaixamento salarial e desqualificação do corpo docente, a administração deveria partir da principal virtude da Universidade para, em suas campanhas publicitárias, atrair alunos em razão da qualidade de seus cursos e não de preços baixos e qualidade sofrível – como fazem as várias “Unis” por aí.
-       Sobre os débitos trabalhistas junto aos professores – esses débitos totalizam por volta de R$ 2,4 mi, sendo 1/3 de férias de 2009 e 2010 e a folha complementar (ou seja, desconsiderando FGTS e multas por conta dos atrasos).

Proposta apresentada pela reitoria: segundo a reitoria, a Mantenedora disponibilizará R$ 100 mil de setembro a dezembro de 2010 e R$ 120 mil de janeiro a junho de 2011. E mais, convida os professores a elaborar um critério de divisão desse montante.

Os representantes sindicais informaram que mesmo muito distante dos desejos dos professores – a proposta totaliza pouco mais da metade dos atrasados a serem pagos até a metade do próximo ano e não se apresentou, mesmo quando solicitado pelos representantes, proposta no que diz respeito ao valor restante – a divisão mais adequada seria proporcional ao valor devido a cada professor (em torno de 4%, até dezembro desse ano).

Resoluções:
-       Solicitar levantamento individualizado da dívida da instituição com os professores;

-       Criação de comissão para acompanhar os representantes nas negociações;

-       Frente a importânicia dos temas discutidos e tempo reduzido para o debate, pois, em seguida à assembléia retornamos às nossas aulas, foi definida a  Convocação de uma nova Assembléia Geral para quinta-feira, dia 09/09, das 19 às 20 horas.

Este é um momento de retomada da nossa luta pelo cumprimento dos nossos direitos trabalhistas. Por isso é importante dialogar com nossos colegas, discutir abertamente nossa situação e refletir sobre os nossos próximos passos, a fim de solucionar esse impasse que nos assola desde março de 2009.

Representantes Sindicais

quarta-feira, 7 de julho de 2010

NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE AS DEMISSÕES

Como é de conhecimento de todos, com o encerramento da greve, ocorrido em razão do pagamento dos salários dos meses de abril e maio, um acordo foi firmado entre nossos representantes e o novo reitor, o prof. José Carlos Pettorossi Imparato. Com esse acordo – votado, inclusive, em assembléia dos professores –, esses se comprometeram a retornar ao trabalho e a cumprir o calendário de reposição posteriormente negociado; em troca, com a anuência da mantenedora, o reitor garantiu a continuidade do pagamento dos próximos salários e a não efetuar qualquer demissão de professores motivada pela greve. Nesse momento, as únicas demissões que ocorreriam seriam aquelas exclusivamente relacionadas a questões acadêmicas e/ou pedagógicas.
Para surpresa de todos, porém, 14 professores foram demitidos: 5 de Educação Física, 5 de Artes Visuais, 3 de Administração e 1 de Farmácia (absurdamente demitido pela coordenadora de Enfermagem, num lastimável exemplo de ingerência em outro curso). Essas demissões que, ao contrário de outras, foram motivadas por critérios explicitamente políticos e persecutórios em razão da greve, demonstraram o despreparo administrativo e a falta de legitimidade desses coordenadores junto aos seus respectivos corpos docentes, manifesta na arbitrariedade e no autoritarismo que utilizaram (e utilizam) em seus cursos.
E, tão grave quanto as demissões, foi o total desrespeito ao novo reitor, que firmou o acordo de não demissão e ordenou os próprios coordenadores a não atuarem com esse objetivo, posto que tal postura colocaria em risco a credibilidade de sua política de abrandamento dos conflitos trabalhistas na instituição. Note-se que o fato foi tão desrespeitoso que, ao saber do ocorrido, o reitor reverteu prontamente – e à revelia da decisão desses coordenadores – as demissões após uma reunião com os nossos representantes.
Sendo assim, é de se esperar que essa postura arbitrária e autoritária resulte em destituição de seus respectivos cargos ou, numa saída menos desonrosa nessas circunstâncias de desrespeito aos professores e à reitoria, na auto-exoneração – que, diga-se, exige uma improvável elevação moral –, tendo em vista que os fatos corroeram a confiança institucional e a precária legitimidade desses coordenadores nos cursos, inviabilizando a permanência em seus cargos e o adequado exercício de suas funções.


Comando de Greve
SINPRO-SP

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sobre demissões de Professores

Estamos acompanhando a covarde atitude tomada por alguns coordenadores e coordenadoras: as demissões de professores que participaram da greve. Solicitamos a todos os que se sentirem demitidos por retaliações que nos comuniquem. Temos uma reunião marcada para amanhã, às 16:00 h, com a Reitoria para avaliarmos este processo. Nessa reunião cobraremos o compromisso assumido pela Reitoria e Mantenedora da Unicastelo de não demitirem nenhum professor por ter participado da greve.
Chamamos todos os professores dos cursos em que os coordenadores os estão perseguindo para uma reunião amanhã, às 11:30 h, na sala dos professores do prédio metodista, para dialogarmos e fazer uma leitura mais detalhada do que está acontecendo.
Saudações de Luta,
Representação Sindical

terça-feira, 29 de junho de 2010

VI Sarau da Pedagogia - Fazendo Arte

Estamos preparando um sarau com diversos cursos como reposição de aula no dia 03 de julho de 2010. Contamos com a presença de todos!

sábado, 26 de junho de 2010

Negociações com a nova Reitoria

Efetivou-se nesta última quinta um primeiro e importante passo na volta à normalidade na Unicastelo. Representantes sindicais e a nova reitoria negociaram um novo calendário de reposição que garante as condições legais e pedagógicas (100 dias letivos e cumprimento da carga horária), ao mesmo tempo que possibilita o encerramento dos programas das disciplinas, explicitando nosso reiterado compromisso pelo ensino de qualidade.

O calendário formulado pela nova reitoria e pelos representantes estende o período letivo até 08/07 (semana de exame de 12/07 a 17/07) e inclui uma atividade acadêmica a ser organizada no sábado dia 03/07 (em grupo de cursos e por cada curso).

Outro ponto importante foi o compromisso assumido pelo prof. Imparato de que não haverá demissões por conta da greve. Qualquer demissão que ocorra neste momento se dará pelo fluxo normal de uma instituição de ensino, portanto, por questões acadêmicas ou pedagógicas. Se alguma demissão aparentar aspecto político será prontamente discutida e reavaliada.

Por fim, os representantes sindicais reencaminharam a pauta de reivindicações trabalhistas e agendaram uma nova reunião para terça-feira 29/06, com a perspectiva de apresentação de propostas por parte da mantenedora para resolução dos débitos trabalhistas pendentes.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Calendário de reposição e nova reitoria


Prezad@s profesor@s e alun@s,

Ontem, terça-feira 22/06, aprovou-se em reunião do Consepe (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) calendário de reposição das aulas não lecionadas por conta da greve dos profesores. Tal calendário, aprovado sem qualquer tipo de negociação com os professores, estende o período de reposição, contando com exames, até dia 31 de julho de 2010.

Relembramos que qualquer calendário que envolva aula em julho deve ser homologado pelo Sinpro-SP, pois nossa Convenção Coletiva garante as férias no mês de julho, e, portanto, negociado com os professores. De maneira que reafirmamos que os professores não seguirão nenhum calendário aprovado de forma unilateral.

Em reunião com os representantes sindicais, reitor prof. Gilberto Selber comunicou o desligamento da atual reitoria na próxima quinta-feira 24/06. Informou também que a nova reitoria será composta por professores da própria instituição, assumindo na próxima sexta-feira, como reitor da instituição, o professor do curso de odontologia José Carlos Pettorossi Imparato.

Os representantes sindicais, junto com o prof. Ailton (Sinpro-SP), terão uma reunião na quinta-feira com o prof. Imparato, com objetivo de negociar o calendário de reposição.

Representantes sindicais.
Sinpro-SP.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Resultado da Assembleia de 17/06

Prezados professores e alunos,

desculpem-nos pelo atraso na atualização do blog.

Como é de conhecimento, a Assembleia Geral do dia 17/06 deliberou pela CONTINUIDADE DAS AULAS EM ESTADO DE GREVE.

Mantemos o Estado de Greve devido o atraso nas negociações do calendário de reposição, da não punição dos professores grevistas e das demais demandas trabalhistas, como explicitado nas deliberações da Assembleia anterior.

Teremos novas informações a partir da reunião a ser realizada entre os representantes sindicais e a reitoria da instituição, na terça-feira, 22/06.

Reafirmamos, assim, por meio da luta por nossos direitos trabalhistas, nossa disposição em garantir uma educação de qualidade, a grande tradição da Unicastelo.


Comando de Greve.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Resultado da Assembleia de 14/06

Assembleia Geral dos Professores

14 de junho de 2010

Decidiu pelo RETORNO ÀS AULAS EM ESTADO DE GREVE

Deliberações:

1. Assembleia Geral dos Professores na quinta-feira – 17/06;

2. Encaminhamento da negociação da Pauta de reivindicações:

- Negociação do calendário de reposição das aulas;

- Garantia de pagamento de Junho e férias;

- Levantamento individualizado da folha complementar e criação de canal de resolução de problemas pontuais de pagamentos;

- Estabilidade dos professores – Não às demissões!

- Abertura da mesa de negociação dos demais débitos trabalhistas.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Novas informações


Os representantes sindicais estiveram novamente na 7ª vara de Execuções Fiscais e obtiveram mais detalhes acerca do acordo efetivado na noite de quinta-feira (10/06), através do qual a CTCE assumiu o compromisso de cumprir a penhora provisória de 10% do faturamento estimado da instituição e apresentar a documentação contábil ao administrador judicial.

Tal acordo implica o desbloqueio imediato das contas da Unicastelo e, portanto, a realização dos pagamentos aos professores e funcionários.

Vale salientar que, de acordo com o próprio Juiz, o acordo se tornou possível “Considerando os efeitos deletérios decorrentes da greve dos professores da coexecutada CTCE /…/”. Em outras palavras, como vimos afirmando, o desbloqueio das contas se constitui em uma, entre outras, vitória do movimento grevista!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Resultado da Assembleia - 10 de junho de 2010

Assembleia Geral dos Professores
10 de junho de 2010
Decidiu pela continuidade da Greve

Recebemos a informação do reitor prof. Gilberto Selber de que se efetivou o desbloqueio das contas da Universidade, mediante um acordo entre os representantes da instituição e o MM Juiz Roberto Santoro Fachinni, e que o depósito dos salários de abril e maio se realizará no decorrer da próxima semana.

Deliberações:
  1. Realização de Assembleia Extraordinária, para retorno às aulas, condicionada à reabertura de negociações por meio de uma reunião entre a Reitoria e a representação sindical dos professores.

  2. Reunião dos representantes sindicais com o MM Juiz, para acompanhamento do caso.

  3. Moção pública de apoio aos representantes sindicais.

Moção de apoio

Nós, professores da Unicastelo, reunidos em Assembleia Geral, no dia 10 de junho de 2010, reiteramos o apoio aos nossos representantes sindicais, eleitos num processo democrático e representativo, e ratificamos sua legitimidade para negociar em nosso nome.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Conversa com o Juiz

esclarecimentos acerca do processo que bloqueou as contas da ctce (mantenedora da unicastelo)
Os representantes dos professores da Unicastelo, Clécio e Danilo, compareceram hoje (08/06) à 7ª Vara de Execuções Fiscais e conversaram com o MM. Juiz Federal Roberto Santoro Fachinni. Os representantes foram atendidos imediatamente e o MM. Juiz declarou estar bastante preocupado com a situação dos professores e funcionários da Universidade. O fato mais importante tratado está expresso na seguinte declaração do Juiz:
– Desde o dia em que as contas da CTCE foram bloqueadas,aguardo uma visita de representantes desta mantenedora e da Unicastelo.Não desejo inviabilizar a Instituição. Porém, até agora,ninguém me procurou...
Disse ainda:
– O bloqueio foi o último recurso, pois mantenedora e reitoria se esquivam a anos das determinações da justiça.
E mais:
– Fiz uma proposta de penhora provisória no valor de R$ 600.000 (cerca de 10 % do faturamento estimado) por mês até a apresentação da contabilidade da Instituição.Tal penhora pode ser menor, isto é, de acordo com sua capacidade de pagamento. Porém, não recebi qualquer visita ou resposta até o momento... O desbloqueio depende apenas da Universidade.
Então, nós perguntamos:
– Por que Mantenedor e Reitoria não procuraram o Juiz?
– Por que mentiram para os professores, dizendo que o Juiz não os recebia?
– Por que não abriram as contas da Unicastelo?
Os professores estão sem receber salários! Suas famílias passam necessidades! Todos aguardam uma solução para o problema! E até agora os representantes da Instituição não deram o passo mais simples: assumir suas responsabilidades....
– O que mais eles precisam??? Mais sofrimentos? Mais privação? Mais humilhação?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Vídeo


Conversa com o Juiz

esclarecimentos acerca do processo que bloqueou as contas da ctce (mantenedora da unicastelo)
Os representantes dos professores da Unicastelo, Clécio e Danilo, compareceram hoje (08/06) à 7ª Vara de Execuções Fiscais e conversaram com o MM. Juiz Federal Roberto Santoro Fachinni. Os representantes foram atendidos imediatamente e o MM. Juiz declarou estar bastante preocupado com a situação dos professores e funcionários da Universidade. O fato mais importante tratado está expresso na seguinte declaração do Juiz:
– Desde o dia em que as contas da CTCE foram bloqueadas, aguardo uma visita de representantes desta mantenedora e da Unicastelo. Não desejo inviabilizar a Instituição. Porém, até agora,ninguém me procurou...
Disse ainda:
– O bloqueio foi o último recurso, pois mantenedora e reitoria se esquivam a anos das determinações da justiça.
E mais:
– Fiz uma proposta de penhora provisória no valor de R$ 600.000 (cerca de 10 % do faturamento estimado) por mês até a apresentação da contabilidade da Instituição.Tal penhora pode ser menor, isto é, de acordo com sua capacidade de pagamento. Porém, não recebi qualquer visita ou resposta até o momento... O desbloqueio depende apenas da Universidade.
Então, nós perguntamos:
– Por que Mantenedor e Reitoria não procuraram o Juiz?
– Por que mentiram para os professores, dizendo que o Juiz não os recebia?
– Por que não abriram as contas da Unicastelo?
Os professores estão sem receber salários! Suas famílias passam necessidades! Todos aguardam uma solução para o problema! E até agora os representantes da Instituição não deram o passo mais simples: assumir suas responsabilidades....
– O que mais eles precisam??? Mais sofrimentos? Mais privação? Mais humilhação?

Fato Paulista - Jornal da zona leste


Moção de Apoio - UFA's e ABEPSS

MOÇÃO DE APOIO A GREVE DOS PROFESSORES DA UNICASTELO

As Unidades de Formação Acadêmica (UFA´s) de Serviço Social da Regional Sul II da ABEPSS (Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social) reunidos no Fórum Regional em 07 de maio de 2010 manifestam o seu apoio a greve dos professores da UNICASTELO em face ao descumprimento de condições mínimas de trabalho tais como: pagamento regular dos salários, o não recolhimento das obrigações sociais em franco descaso aos direitos trabalhistas e previdenciários.

Nos posicionamos contrários:

  • Ao ensino como mercadoria;
  • Ao ensino a distância nos cursos de graduação;
  • Ao aligeiramento da formação;
  • Ao contrato de professores horistas.

Reafirmamos nosso compromisso com a qualidade da formação e pela garantia:

  • Das condições de trabalho;
  • Da indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão;
  • Da formação crítica, comprometida com as lutas dos trabalhadores.

Conclamamos a esta Reitoria o pagamento imediato dos salários e das obrigações sociais.

Assinam esta Moção os cursos de Serviço Social das seguintes unidades.

UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo, campus baixada Santista

UNESP – Universidade Estadual Paulista

PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas

FAMA – Faculdade de Mauá

FUNEC – Fundação Municipal de Educação e Cultura de Santa Fé do Sul

UNISA – Universidade de Santo Amaro

UNICSUL – Universidade Cruzeiro do Sul

FAPSS - Faculdade Paulista de Serviço Social de São Caetano do Sul

PUCCAMP – Pontifícia Universidade Católica de Campinas

UNISANTOS – Universidade Católica de Santos

ABEPSS – Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social.