segunda-feira, 24 de maio de 2010

Greve da Unicastelo vira notícia no Portal Terra

vc repórter:

greve de professores

paralisa Unicastelo

24 de maio de 2010 • 18h42 • atualizado às 18h42

O pagamento dos salários atrasados de abril é a principal reivindicação dos professores da Universidade Camilo Castelo Branco (Unicastelo), com campi nas cidades de São Paulo (SP), Fernandópolis (SP) e Descalvado (SP), que estão parados desde o dia 12 de maio.

A instituição afirma que docentes de 30 dos 65 cursos aderiram parcialmente à paralisação. O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), no entanto, diz que 95% da categoria na universidade interromperam as atividades.

De acordo com a Unicastelo, o atraso no pagamento em maio, referente ao mês de abril, é resultado de decisão judicial que bloqueou a conta da universidade para o pagamento de dívidas tributárias. O montante, de acordo com a direção, era do antigo mantenedor da instituição, que foi vendida à atual administração em dezembro de 2005, e está sendo pago.

A Unicastelo alega inconstitucionalidade na decisão, pois o dinheiro para pagar funcionários será usado para quitar débitos. A universidade também afirmou que não haverá represálias aos professores em greve e implantará um calendário de reposição específico para cada curso assim que a paralisação terminar.

O Sinpro declarou que outras reivindicações compõem a pauta dos professores da universidade. Os grevistas apontam falta de pagamento de um terço das de férias referentes ao ano de 2009, de depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) desde o ano passado e de pagamento de folha complementar, que inclui horas de orientação de estágio e atividades complementares.

Nesta segunda-feira (24), os professores farão assembleia a partir das 19h30 para decidir as próximas ações do movimento grevista.

O internauta Tiago José Lopes de Oliveira, de Governador Valadares (MG), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI4447903-EI11491,00.html


Convocação

ASSEMBLEIA GERAL DOS PROFESSORES

24 de maio, 19:30 – segunda-feira – Sala dos professores

Unidade I da Unicastelo

R. Carolina Fonseca, 584

domingo, 23 de maio de 2010

Em Tempos de Greve

Em tempos de greve, tudo parece confuso, política e sentimentalmente. Trabalhador não trabalhando, patrão que manda não sabendo mandar. Não sabemos exatamente o que fazer, pois fomos treinados para o trabalho; quando não estamos produzindo, ficamos sem chão. Chegamos a querer entender os companheiros que preferem trabalhar em tempos de greve, mas o caráter abjeto da fraqueza e da vacilação são abomináveis. Pois, como canta Fagner, nossa vida “é trabalho / E sem o seu trabalho / Um homem não tem honra / E sem a sua honra / Se morre, se mata / Não dá pra ser feliz / Não dá pra ser feliz”. Em entrevista recente, o próprio Reitor da Unicastelo, Gilberto Selber, mostrou-se compreensivo com os professores que denunciavam o atraso dos salários em Fernandópolis, que estes o faziam com “razão, porque quem trabalha e não recebe o salário não pode ficar feliz da vida”. É importante ressaltar que não há felicidade na exploração, na submissão. O trabalho é criação, é intervenção na realidade, é reconhecimento do homem na coisa produzida, é garantia de libertação do natural opressivo; mas trabalho somente é vida plena quando garante vida verdadeiramente humana também a quem trabalha.

Em tempos de greve, não há trabalho. Há reflexão, mobilização, confraternização, solidariedade entre os pares. Em tempos de greve, não há resignação, benevolência com o patrão, confiança nas suas palavras. Em tempos de greve, há negociação, assembléias e participação. Em tempos de greve, não há covardia, nem dedicação às coisas do patrão, nem horas vendidas e não pagas. Em tempos de greve, não há individualismo. Há um coletivo, uma unidade, uma só luta. Em tempos de greve, há clareza sobre pelo que lutamos: Lutamos por nossa dignidade e o direito de ainda querer ser Feliz.

Em tempos de greve não há trabalho, há LUTA!

Visitantes!


Gostaríamos de agradecer a participação de todos!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vídeos do Ato disponíveis no YOUTUBE

Foi bonito de ver


E não tenho medo de cair no lugar-comum ao dizer que o dia 20 de maio de 2010 foi histórico para a Unicastelo.

Iniciamos o dia em reuniões com coordenadores – das quais ousamos não ter medo, diante da convicção da nossa força. Nelas consolidamos nossa posição e expressamos aos coordenadores, ali representantes da Reitoria, nossas ponderações e decisões.

Tivemos no meio do dia uma derrota: os professores do curso de Odontologia decidiram expor formalmente, carimbada e rotulada, sua não adesão à greve. Doeu, mas engolimos em seco e continuamos em frente.

A realidade, como sempre - mas mais rapidamente do que pensávamos -, demonstrou quem estava certo e quem se valeu de palavras vazias. No iniciozinho da noite, aos poucos, com pouco alarde, foi se constituindo uma surpreendente demonstração em sentido contrário. Os colegas grevistas saíram de suas casas na noite fria e dirigiram-se à Universidade, articulando caronas e lanches coletivos para aqueles em pior situação. Sem dinheiro, sem perspectiva de receber o pagamento pelo seu duro trabalho, atônitos com a falta de solução pelos gestores da Instituição, mas nunca de joelhos, deixaram seus muitos afazeres, suas famílias e o aconchego do lar para exigir respeito.

Podiam não ter aderido à greve, argumentando que prejudica os alunos e a Instituição; que é precipitada, extremista e egocêntrica. Podiam ter ficado em casa, como alguns fizeram, “botando a vida em dia” enquanto outros lutam pelas suas causas.

Mas não. Foram à Unicastelo provar que o profissionalismo, a honra, a hombridade e a seriedade com que lecionam é parte de sua personalidade. E foram recompensados com a maior demonstração de carinho, respeito e solidariedade que poderiam ter. Tal demonstração nos fez esquecer por algumas horas os bolsos vazios e a humilhação e nos devolveu o sorriso ao rosto e o brilho aos olhos.

Mas a noite foi mesmo dos alunos. Alegres, emocionados, conscientes, organizados e espontâneos – ontem nossos alunos foram nossos professores. Mostraram na prática que aprendendo também se ensina, que ensinando de repente também se aprende. Sua consciência política tomou forma em palavras de ordem simples, profundas e diretas:

“O movimento é unitário: de professor, aluno e funcionário.”

Como aquele filho que não percebemos que cresceu, olharam-nos e nos disseram tranquilamente: “vocês criaram um ‘monstro’!”. E riram-se da nossa surpresa e nos abraçaram piedosamente para confortar nosso choro de alegria e nos devolveram o orgulho de ser professores.

Será que têm ideia do que ontem fizeram, conosco, por nós?

Ato em defesa da Unicastelo III

Ato em defesa da Unicastelo II

Ato em defesa da Unicastelo - I

A AULA DE ONTEM

Ontem, as quatro paredes da sala de aula ampliaram-se. O conteúdo foi a luta pelos nossos direitos. Começamos a chamada e - surpresa!? - todos estavam presentes. A metodologia dessa aula era simples, todos, em coro, expunham sua indignação e protestavam com palavras de ordem contra a precarização da educação. Os recursos didáticos eram: carro de som, microfone, cartazes, faixas, apitos e pirulitos. A avaliação foi verificada através das expressões de alegria e a capacidade manifesta de descontentamento com a depredação da nossa universidade. O objetivo foi alcançado, pois ao término da aula vimos a grande satisfação do nosso aluno por uma aprendizagem significativa: NÃO baixar a cabeça ante o descalabro e a opressão!


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Queremos as impressões de todos sobre o ATO!







Nosso movimento tem forma, volume e conteúdo. Deixem aqui seus comentários sobre o Ato em Defesa da Unicastelo.



Ainda no primeiro Ato!


Primeiro ATO!

Ato em defesa da Unicastelo

ATO EM DEFESA DA UNICASTELO

20 de maio – quinta-feira – concentração às 18 h em frente à Unidade 1 da Unicastelo

R. Carolina Fonseca, 584

Mais um poema para pensarmos nosso momento.

Enquete do R7 sobre a greve dos professores

A greve dos funcionários e professores da Unicastelo é justa?

Sem receber os salários do mês passado, professores e funcionários da Unicastelo (Universidade Camilo Castelo Branco) estão em greve há uma semana. A reitoria da Unicastelo alega que os recursos da instituição estão bloqueados devido à decisão judicial e que "é de interesse da universidade que isso se resolva o mais rápido possível". Você acha que a greve é justa?

  • 17,6%
  • 82,4%

PARTICIPEM:

http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/professores-da-unicastelo-entram-em-greve-por-atraso-de-salarios-20100519.html

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Greve virou notícia no R7

Professores da Unicastelo entram em greve por atraso de salários

Funcionários também estão parados; faculdade particular tem quase 10 mil alunos

Do R7

Sem receber os salários do mês passado, professores e funcionários da Unicastelo (Universidade Camilo Castelo Branco) estão em greve há uma semana, desde o dia 12. Eles também protestam contra o não pagamento de um terço das férias de 2009 e a falta de depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) há mais de um ano, entre outros pontos.

Segundo Clécio Ferreira Mendes, professor de história da instituição, o salário de abril foi a gota d’água para o início da paralisação. Quase todos os 588 docentes da instituição aderiram, de acordo com ele. A Unicastelo afirma que a greve afeta cerca de metade das aulas dos cursos.

- A adesão foi praticamente total. A nossa preocupação é o próximo salário. Como as contas [da faculdade] estão bloqueadas [na Justiça], a gente não sabe como ficará. Estamos preocupados com os próprios pagamentos.

A reitoria da Unicastelo admitiu que os recursos da instituição estão bloqueados devido à decisão judicial, e afirma que por isso o pagamento dos salários foi interrompido. O bloqueio ocorreu porque há dívidas tributárias da gestão anterior, que saiu do comando em 2005. Cerca de 40% dos pagamentos de abril, no entanto, foram efetuados, diz a universidade.

Enquete: a greve de professores e funcionários da Unicastelo é justa?

Negociações

Várias reuniões já ocorreram entre os professores, funcionários e a reitoria da instituição, que tem 9.319 alunos e três campi em todo o Estado. O problema, diz Danilo de Souza, professor de geografia, é que a Unicastelo não tem apontado saídas para o problema.

- Esperamos que ela apresente o quanto antes uma solução e pague o salário de abril. Temos outros problemas, mas o nosso retorno está condicionado a este pagamento. Estamos há uma semana em greve e a única proposta até agora é aguardarmos.

A reitoria se defende e diz que não há má-fé no atraso da remuneração dos servidores.

- Não existe má-fé da universidade, ela não está deixando de pagar o salário por vontade própria. É porque a Justiça segurou o pagamento. A greve é legal, mas não é justificada, pois é de interesse da instituição que isso se resolva o mais rápido possível.

Uma manifestação de professores e alunos da faculdade vai ocorrer nesta quinta-feira (20), às 18h, em frente ao campus da instituição em Itaquera, na zona leste de São Paulo (SP).

Colaborou Carlos Arthur França, estagiário do

Acessem: http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/professores-da-unicastelo-entram-em-greve-por-atraso-de-salarios-20100519.html

Ato em defesa da Unicastelo - Aguardamos Você!

Informamos que o ATO EM DEFESA DA UNICASTELO que ocorrerá nesta quinta-feira dia 20/05, com concentração às 18h00 em frente à Unidade I, está devidamente organizado com uma estrutura de qualidade, contando com carro de som, faixas, panfletos, projeção multimídia, entre outros. Estamos solicitando que todos estejam com alguma vestimenta em cor preta, simbolizando nossa indignação diante a situação atual.

Caro professor, sua participação é fundamental neste momento. E, lembramos que qualquer tentativa de solucionar individualmente um problema tão grave é inócua. Portanto, CONCLAMAMOS a sua participação nesta mobilização coletiva, pois somente assim teremos força nesta luta.

Aguardamos você!

Comando de Greve
SINPRO-SP

A GREVE JUSTA CONTRA INJUSTIÇA

Para avaliar a atual greve dos professores, é preciso resgatar a história da Unicastelo desde 2005, quando uma greve de 25 dias dos professores provocou uma mudança dos controladores e, posteriormente, da mantenedora – alguns dizem, inclusive, que houve uma espécie de “intervenção branca do MEC” –, o que salvou a Universidade da falência iminente e de uma administração nefasta.

Desde então, professores e coordenadores uniram-se ao projeto da nova Reitoria de reconstrução da Unicastelo. Nessa reconstrução, coube-nos um trabalho intenso; foram diversos e imensos os esforços, sacrifícios e concessões realizados por todos na construção de uma universidade de qualidade – a qual, diga-se, assenta-se quase somente na qualidade de seus trabalhadores, tendo em vista sua infraestrutura explicitamente deficiente e sem ações significativas de marketing. Não há professor na Universidade que, em algum momento, não tenha participado de reuniões para discutir PDI, PPC, ementas de cursos; desenvolvido atividades extracurriculares, atividades de campo, orientado TCC, etc., em condições muitas vezes adversas e, quase invariavelmente, sem remuneração específica para isto. Ademais, quantos de nós não desenvolveram (e desenvolvem) suas atividades em locais e em condições precárias?

Lembre-se, ainda, que nesse processo muitos professores – atendendo a um chamamento do reitor – abriram mão de aulas em outras instituições e passaram a dedicar-se integralmente à Unicastelo.

O resultado dessa nossa dedicação foi o salto de 5.000 estudantes para 11.000 em 2010 – com um pico de 13.000 em 2008 –, além da aprovação de novos cursos, o bom desempenho das turmas avaliadas pelo Enade, as recomendações do MEC e, finalmente, a Avaliação Institucional com NOTA 4. Assim, no momento em que o valor de mercado da instituição está inflado pela referida nota, busca-se envolver a Unicastelo numa nova troca dos “controladores” (os “donos” de uma instituição filantrópica); ou seja, envolvê-la numa transação milionária enquanto perduram as especulações de mercado geradas pela avaliação institucional.

O fato é que, para todos os efeitos, nossas reivindicações devem dirigir-se para os atuais controladores, que, não há dúvida, também têm interesses econômicos na instituição e, há anos, estão lucrando à custa, dentre outras coisas, da super exploração da nossa força de trabalho e na burla, em larga medida, dos nossos direitos trabalhistas tais como:

Ø não pagamento do salário de abril e falta de previsão para sua efetivação;

Ø não pagamento de um terço de férias, o qual deveria ter sido efetuado em julho de 2009;

Ø falta de depósito do FGTS desde março de 2009;

Ø falta de pagamento da folha complementar, que inclui horas de orientação de estágio e atividades complementares, entre outros.

Por isso, é fundamental dizermos: – Basta! Nossa greve é justa e não ficaremos reféns de argumentos que invertem as responsabilidades e desconsideram a nossa história nesta Instituição, e não esconderemos nada da sociedade e do MEC, pois não temos vergonha da nossa história. Já os controladores, ao contrário, têm muito a responder, a nós e ao MEC.


Comando de Greve dos Professores

SINPRO

Maio/2010

Apoio dos estudantes da FAPSS à greve dos professores da Unicastelo - Itaquera


Vimos por meio desta demonstrar total apoio aos professores da Unicastelo, que estão desde o dia 12/05/2010 em greve, devido à falta de pagamento dos salário do mês de Abril/2010, pela ausência de pagamentos de 1/3 das férias referentes ao ano de 2009, pela falta de depósito do FGTS desde 2009 e pela falta de pagamento de folha complementar, que incluem horas de orientação de estágio e atividades complementares, entre outros.

Percebemos que a reestruturação produtiva do capital devido às crises se dá também no campo da educação, uma vez que os monopólios do ensino superior particular precarizam o ensino atacando os trabalhadores das universidades e faculdades, como os professores. Da mesma forma, ocorre com as universidades públicas, que devido à ausência de recursos públicos que foram utilizados no ano passado para salvamento de grandes empresas em risco de falência em tempos de crise sofrem com a precarização do ensino por meio da Reforma Universitária do governo Lula, como também com precarização dos serviços prestados aos estudantes, como bandejões caros e terceirizados, falta de assistência social aos alunos carentes, dentre outros.

É inadmissível que quem nos ensine passe por essa situação vexatória e humilhante, sendo que os professores precisam vender sua força de trabalho para sustentar a si e à suas famílias.

Reiteramos o total apoio dos estudantes da Faculdade Paulista de Serviço Social de São Caetano do Sul aos professores da Unicastelo, uma vez que o curso de Serviço Social desta instituição também está envolvido na greve.